Uma Fábula

Havia uma raposa muito esperta que adorava pregar peças nos animais de uma fazenda. Todos os dias ela pulava a cerca e aprontava uma das suas. Quebrava os ovos das galinhas, derramava a água do cocho das vacas, dava nó no rabo do cavalo, passava mel nas ovelhas, o diabo.

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Um dia, fartos das travessuras da raposa, os animais da fazenda fizeram uma reunião no celeiro para discutir o problema. Por sugestão do porco, que era o mais sábio, elaboraram um plano para pegar a velhaca de jeito. Quando a raposa aparecesse no sítio novamente, receberia uma lição.

No dia seguinte, foi dito e feito, a raposa pulou a cerca, deu um nó no rabo do cavalo, derramou a água do cocho, bebeu o leite do gato e já partia para o galinheiro quando viu uma cestinha de ovos na entrada da cozinha do fazendeiro – foram deixados lá de propósito pelas galinhas. A raposa deu um sorriso e foi em direção à cesta, quando entrou na cozinha, o porco saiu de trás do tanque de lavar roupas e fechou a porta à chave.

A raposa ficou desesperada, pois sabia que seria castigada pelo fazendeiro quando ele chegasse e percebesse que ela havia entrado em sua casa, mas sem ter o que fazer, apenas subiu na mesa e ficou observando pela janela os bichos que festejavam e provocavam-na do lado de fora.

Quando o fazendeiro chegou, os animais da fazenda ficaram eufóricos e fizeram questão de correr até ele para contar tudo. Todos falavam ao mesmo tempo, por isso o homem não conseguia entender nada, então o porco tomou a palavra e explicou tim-tim por tim-tim o que havia acontecido. Falou das travessuras da raposa e sobre como havia sido capturada, depois exigiu que o fazendeiro impusesse um castigo severo a ela para que nunca mais ousasse a pisar naquelas terras novamente.

O homem, depois de ouvir atentamente tudo que o porco disse, entrou na picape e saiu em alta velocidade pela estradinha de terra, deixando uma grande nuvem de poeira atrás de si. Ele nunca mais retornou à fazenda.

Moral da história: Animais não falam. Se algum animal lhe contar alguma história, procure um psiquiatra.

 

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